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Rabiscos soltos

Surpresas desagradáveis
Agrados desnecessários
Companhia solitária
Solidão completa

Preciso de um tempo. Não é nada com você, nem nada que você possa ter dito. Eu só precisei voltar para a minha realidade, a qual, felizmente ou não, você não faz parte. 

Preciso de um tempo. Não quero te ver, nem saber de ti. Preciso me encontrar e você ofusca a visão que trago de mim mesma. 

Preciso de um tempo, um tempo comigo, um tempo com as músicas que eu gosto, com a minha praia preferida, com os sons que adoro ouvir. 

Preciso de mim, e não há nada que você possa fazer quando eu acho que ninguém me supre. 

Porque eu, eu fui criada assim, sem dono, sem casa, sem porto. Eu me entedio tão fácil quanto me apaixono, e novamente, não é nada com você, não há nada que você possa fazer, eu sou assim e provavelmente não irei mudar.

Eu vivo fugindo. De mim mesma, do meu passado, de quem eu possa vir a ser no futuro. Eu não quero o amanhã, eu não quero o ontem. Eu só tenho o hoje. Eu não gosto que me julguem pelo que carrego junto ao peito. O que me faz sorrir, ou o que me faz chorar, não diz respeito a mais ninguém. Só a mim. 

Minha alma implora por solidão. Meus olhos querem ver o horizonte. Meus ouvidos querem o barulho das ondas. Meus pés querem sentir a água gelada que vai e vem. É o que eu sou. Você não vai me mudar. Ninguém conseguiu até hoje.

Hoje, eu só quero um tempo comigo mesma. Hoje eu só quero ter a paz de uma tarde na beira do mar. Hoje eu só quero sentir meus pés andando em solos que eu já conheço. 



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