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Mostrando postagens de Abril, 2014

Limitação, não só física.

Eu não tenho o direito de estar decepcionada, mas confesso que estou. Esperava que fosse diferente. Minhas esperas sempre tão equivocadas. Não quero tocar no assunto, mas sempre acabo lembrando. Ainda preciso rodar alguns quilômetros a mais para que possa ter lembranças apenas minhas. Porque a dor já me acompanha há tanto tempo que já me acostumei. Faz parte de mim. Eu e ela, sempre juntas, quase ninguém percebe vendo o meu sorriso, mas se olhar nos meus olhos verá todo o estrago que faz. Apegar-se à ela é esperançoso, serve como desculpa para muitas coisas: olha, hoje não posso, vou acariciar a minha dor até que ela durma, e assim me deixe descansar um pouco também. Se uma dor anula a outra, por que continua doendo tanto? Se é assim que tem que ser, por que estou aqui parada?  A mão quebrada me fez encarar os fatos, a vida e tantas outras coisas que eu estava fingindo não ver. O que os olhos não veem o coração não sente. Mentira, sente sim! Não adianta se esconder, construir uma for…

Doce feito pimenta

Por onde começar? 
O que fazer, aonde ir? 
Há dias não estou em casa, não estou na rua, nem se quer estou neste planeta. Há meses ando passando batida pela vida, como se nem existisse, sem pensar, sem questionar.
Já não faço força para lutar contra o que sou. E quem sou eu mesmo? Se ainda não consegui me definir, e se nem eu mesma me reconheço, imagina quem passa a vida toda tentando decifrar? Não faço sentido, não sou lógica, nem sou tua, nem ao menos sou minha então não tente interpretar o meu silêncio. Se nem eu mesma consigo me entender, não tente pisar num buraco que você não consegue ver o final, não tente entender o que eu sinto, porque tudo isso muda tão rápido quanto o tempo que escorre pelas tuas mãos enquanto está ao meu lado. 
Não vou me apaixonar, nem pelas tuas palavras, nem pelo teu olhar, então não adianta me tentar. Eu sou mais esperta que você, e sei exatamente o que eu quero da gente no final. E não é um nós, e não tem uma casinha, e não tem uma família feliz reuni…

O que você viveu ninguém rouba

More Passenger Music "Bem ou mal, minha história me fez ser quem sou. Viveria cada segundo de novo como se fosse uma despedida. Talvez eu cometesse os mesmos erros. Talvez eu cometesse outros erros. Mas jamais passaria impune até aqui. Cada um sabe da sua história e só isso importa. Por isso, guardo comigo minha dor, minhas agonias e meus pesadelos mais tenebrosos. Divido as alegrias, as conquistas e os sonhos mais altos. Escrevo sobre o que eu sinto. Escrevo como uma forma de despejar meu lixo na cabeça de alguém. Acho mais limpo e igualmente purificador. Escrevo porque dor não cabe no papel – ou eu não saberia explicar. E dessa forma, minha dor continua só minha. Guardo comigo." (Brena Braz)

Olha o sol - texto escrito em fevereiro/13

Quanto mortos-vivos por aí, morrendo de amor, escondendo o que sentem, escondendo quem são? Quantos se protegendo de novos ataques, munidos até os dentes, construindo fortes e levantando barreiras? Fingindo que o tempo é algo tão concreto que pode ser tocado, ou que a dor é tão ilusória que não pode ser sentida? Quantos fingindo sorrisos amarelos, disfarçando corações destroçados? Quantos ainda insistem na bondade, mesmo sabendo que o caminho percorrido por ela é sempre o mais complicado? Eu sou do tipo que não desisto, que até posso levantar alguns muros, e sorrir amarelo de vez em quando, mas que sempre acredito que tudo há de seguir por um caminho mais calmo, um caminho mais sereno e que no fim só teremos que bater palma para aquilo que fomos. Que valha a pena todas as renúncias, todas as escolhas, mesmo aquelas que julgamos erradas. Que no final de tudo, a gente ainda possa olhar para trás e fazer tudo do mesmo jeito. Uma hora a vida te cobra o acerto de contas, e nunca é o julga…

É hora de dizer tchau.

Que bom que a espera finalmente terminou.  Durante os primeiros dias eu esperei. Eu esperei no primeiro mês. Eu esperei todas as horas dos finais de semana que se seguiram. Esperei uma luz, uma dica, um sinal, qualquer coisa que pudesse me levar de volta. E nunca veio. E acabou. Foi bem ruim dizer adeus pra você, mas o enterro do que eu sentia foi muito mais longo e triste. Eu esperei, sem falar para ninguém, mas sabendo que ao olhar para o céu, do lugar que você estivesse, você se lembraria de tudo que havia sido dito, e de que nunca foi inventado uma só palavra. Foi a minha história, e foi igual a tantas outras, que nem sei se merece ser contada. Foi linda no início, e eu acreditei nela até o final. Histórias bonitas também acabam, uma hora ou outra. Confesso que como eu a criei, mesmo não sendo perfeita, estava de bom tamanho. Demorei muito tempo para entender que a vida queria que eu escrevesse histórias maiores, com outros enredos e finais diferentes. Eu não queria encerrar, mas…

O melhor do que escrevo - frases facebook/instagram

Foguitos

"Um homem do povoado de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir no alto do céu, e na volta contou: - que tinha contemplado lá de cima, a vida humana, e disse que somos um ‘mar de foguitos’. O mundo é isto, revelou: um monte de gente, um mar de foguitos, não existem dois fogos iguais. Cada pessoa brilha com luz própria, entre todas as outras, existem fogos grandes e fogos pequenos, e fogos de todas as cores; existe gente de fogo sereno, que nem fica sabendo do vento e existe gente de fogo louco que enche o ar de faíscas; alguns fogos são bobos, não iluminam nem queimam, mas outros... Outros ardem a vida com tanta vontade que não se podem olhá-los sem pestanejar e quem se aproxima se incendeia..." (Eduardo Galeano)