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Mostrando postagens de Julho, 2012

Antigamente...

Antigamente não tinha internet, então a gente escrevia cartas, usava o telefone. Hoje em dia quase ninguém mais tem fixo, naquela época ninguém tinha celular. Computador então era artigo de luxo, fui ter o primeiro em casa com 13 anos, e não tinha internet. Internet também era artigo de luxo, discada, gastava muito telefone, tinha que ter um discador (uol, terra, clickrbs - as vezes o CD vinha no jornal de domingo). Melhor era entrar depois da meia noite, contava um pulso só. Icq, "o óu". Antigamente se usava muito telegrama, geralmente para notícias trágicas, pêsames, assuntos breves: chego em 3 dias. As vezes chegava antes do telegrama. Aliás, minha irmã namorava por telegrama: Eu te amo, ela mandava, ele respondia - Eu te amo muito mais. E isso era o ápice das notícias rápidas, quase como ouvir ao pé do ouvido. A primeira vez que falei eu te amo, foi por "msn". Ao vivo não, eu só era sentimental no computador. É, dizem que a internet afastou as pessoas, ainda e…

Paz e Amor mode on

Há dois meses atrás, mais precisamente próximo ao meu aniversário, minha vida estava bem parecida com o que está nesse momento. Pouca coisa mudou no mundo físico. Muita coisa mudou dentro de mim. Não sei o momento exato dessa mudança, mas acho que foi um conjunto de fatores que me trouxeram até aqui. Estava desgastada, física e mentalmente, estressada a ponto do corpo adoecer, passava mais tempo chorando do que rindo, aliás, rir era uma coisa que eu não fazia mais. Justo eu, que fazia todo mundo rir por causa da minha risada? Uma Lili nova, presa num corpo velho. Debatendo-se. E o que acontece quando a gente se debate muito? Cansa. Cansei, cheguei em um determinado momento em que cansei de me debater e continuar presa, não era repetindo a mesma coisa que eu obteria resultados diferentes. Parei, voltei a ler, voltei a sorrir, deixei a vida me levar, não queria mais me debater, e nadar a favor da correnteza sempre trás um alívio aos braços cansados. Alívio.... Foi isso que eu conquiste…

Conto

Eu não sou fiel a nada, só a mim. Não sou fiel a bandas. Tenho uma queda pelo rock, sempre tive, desde novinha, mas hoje em dia sou mais MPB e pop rock, questão de ouvidos sensíveis, nada mais. Eu sempre sou trocada por alguma coisa melhor, natural que as vezes eu também resolva te trocar por algo melhor, mas por favor, não me leve a mal, isso é normal. Os interesses mudam, a gente muda, tudo muda o tempo todo, estamos aqui de passagem e nada aqui é fixo. O jogo muda o tempo todo, hoje você ganhou, mas amanhã quem vence sou eu. E na maioria das vezes quem vence sou eu. O jogo é esse meu bem, quem não está contente pode então pegar o rumo do além, que eu não estou nem ligando. Entenda, não é nada pessoal, simplesmente não sou fiel a ninguém, somente a mim mesma. Isso não significa claramente que eu te traia, não é isso, fidelidade ao que eu sou não significa que vou sair transando com todos os caras que aparecem na minha frente, só significa que entre me fuder e te fuder, eu escolho a …