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Rota de fuga

Se por acaso fujo, não é por falta de luta.  Qualquer abandono exige coragem.  Qualquer fuga tira um pedaço de nós que não volta.  É preciso força até para desistir. (Verônica H.)
Então eu desisto, resolvo que não sou do amor, que não sou para amar. Aí você cruza a minha frente e eu esqueço de tudo que disse a um minuto atrás. Esqueço da promessa de não responder mais as tuas mensagens. Esqueço do teu sorriso malicioso que me torna uma idiota. Esqueço daquela vez que você combinou comigo e desmarcou em cima da hora. Esqueço que você não presta e que é justamente por isso que é tão bom.

Talvez eu devesse parar de tentar te evitar, até porque eu nunca consigo te evitar de fato. Não sei o que acontece, ninguém consegue o que tu consegue, ninguém me tem(ou teve) como tu me tens. Que poder é esse que tu carrega que me faz tua refém?

Quando esqueço do teu sorriso, me deparo com o teu cheiro, com o cheiro do teu perfume que gruda na minha pele, da saudade que se instala aqui dentro toda vez que…

Rabiscos soltos

Surpresas desagradáveis Agrados desnecessários Companhia solitária Solidão completa
Preciso de um tempo. Não é nada com você, nem nada que você possa ter dito. Eu só precisei voltar para a minha realidade, a qual, felizmente ou não, você não faz parte. 
Preciso de um tempo. Não quero te ver, nem saber de ti. Preciso me encontrar e você ofusca a visão que trago de mim mesma. 
Preciso de um tempo, um tempo comigo, um tempo com as músicas que eu gosto, com a minha praia preferida, com os sons que adoro ouvir. 
Preciso de mim, e não há nada que você possa fazer quando eu acho que ninguém me supre. 
Porque eu, eu fui criada assim, sem dono, sem casa, sem porto. Eu me entedio tão fácil quanto me apaixono, e novamente, não é nada com você, não há nada que você possa fazer, eu sou assim e provavelmente não irei mudar.
Eu vivo fugindo. De mim mesma, do meu passado, de quem eu possa vir a ser no futuro. Eu não quero o amanhã, eu não quero o ontem. Eu só tenho o hoje. Eu não gosto que me julguem pe…

O que importa no fim

Não se trata de ganhar ou perder. No fim das contas, o que realmente importa é o que fizemos da nossa breve existência aqui. Como contribuímos para fazer desse mundo um lugar melhor ou como tornamos a vida dos outros - ao menos - um pouco melhor. Infelizmente não é possível agradar a todos, mas gosto de pensar que é possível sim tornar a vida dos outros mais leve, mais prazerosa e mais feliz. Não precisamos ter mil curtidas ou esbanjar felicidade o tempo todo, mas precisamos (e como) dar o nosso melhor em toda e qualquer situação, precisamos de mais amor, mais bondade e mais paz. O que eu busco no final de cada dia? Deitar a cabeça no travesseiro, respirar fundo e saber que, mesmo que as coisas não tenham dado certo hoje, amanhã posso tentar de novo. A vantagem dessa vida, é que não precisamos ser os mesmos pra sempre. Podemos mudar, recomeçar, quantas vezes julgarmos necessário. É isso que faz o mundo girar.

Estragos da saudade...

Eu queria te abraçar e dizer tudo aquilo que senti, ou o que ainda sinto, mas estamos tão distantes que nossos caminhos possivelmente demorarão a se cruzarem novamente. Eu queria ter trocado o “estou te curtindo” e ter te dito com todas as letras “estou gostando de você”, mas não sei fazer isso sem me machucar ou sem te machucar. Eu soube desde o início que essa história não daria pé. Eu sempre soube que só sei nadar cachorrinho e que me afogo quando a profundidade ultrapassa a minha altura. E mesmo assim ignorei a bandeira vermelha de perigo. Eu deveria ter interrompido logo na primeira noite que passamos juntos, ter te mandado embora como fiz com todos os outros e assim não ter deitado no teu braço e dormido toda enroscada em ti. Eu queria achar o botão que desliga essa saudade, que desliga a minha memória que insiste em te buscar, esse botão que corta os meus sentimentos me tornando fria. Eu sempre consegui e contigo não consigo. Eu demorei tanto tempo para descobrir que ainda exi…

Não me ignore...

Esse papo de indiferença não é comigo. Não consigo fingir, nem mentir. Eu me interesso sim, me preocupo sim, há momentos de muita tensão, mas há tantos outros de pura ternura. E é exatamente esse balanço entre o bem e o mal que me faz sempre voltar ao ponto de partida. Não sei ser alheia a paz que eu sinto quando tu chega, ou a sorte que tive de, no meio de tantas possibilidades, ter te encontrado. De mim, você até pode não saber tudo, mas eu de você saberei todos os detalhes, pode apostar. Posso não demonstrar de forma constante, pois nada em mim é de fato constante, mas estou sempre te filmando, te seguindo. E toda vez que leio a palavra saudade, é teu rosto que aparece, seguro e sorridente de um jeito que só me encanta ainda mais. Depois vem a lembrança do teu cheiro que misturado ao meu é o melhor de todos que já senti. Eu te sinto a todo o instante. Eu te chamo a toda hora. Tu não sente? Desde que te encontrei, todas as noites quando eu apago a luz, te dou boa noite, mesmo quand…

No espaço entre o fim e um novo começo.

A verdade é que nenhuma dor é eterna, assim como nenhum amor, contrariando a certeza que carregamos no auge dos vinte e poucos. É só o amor acabar que a dor se inicia, e assim perdura até que outro amor apareça trazendo um alívio quase imediato. E a gente esquece, como se nunca tivesse se machucado antes. Volta a sonhar acordado, a escutar músicas e a lembrar do sorriso, a sentir um cheiro e lembrar do calor da pele do outro. E um dia acaba de novo, e a dor volta, mais forte e latejante. E então um dia a dor passa, sem outro amor chegar, cansada de tanto insistir. E você percebe o quão importante são as pausas que a vida dá de vez em quando. É o momento de plantar, de investir na sua felicidade, nos seus sonhos, de aprender algo novo, de aprender a ser livre. E poucos realmente são livres.  A maioria das pessoas estão acorrentadas ao passado, com alguma dor que ainda lateja, ou alguma ferida que ainda não cicatrizou, e é por isso que há tantos feridos soltos por aí, ferindo e ferindo…

Colidindo sensações...

Sozinha ela ficou parada na calçada, olhando para o mar, pensando que aquela teria sido a última vez que alguém a deixaria plantada a esperar. Nunca mais, voltou a prometer a si mesma. Qual era o problema dessa nova geração, que buscavam pokémons feito zumbis, mas não sabiam respeitar horários e promessas? Foi quando ele chegou, trazendo o sorriso lindo que fizera ela se apaixonar, e uma flor que provavelmente havia roubado de algum jardim da vizinhança. Ele tinha seis anos a menos que ela, o que fazia a insegurança dela aumentar em 200%. Nos quinze minutos que ela ficou esperando, pensou que ele havia cansado, arranjado outra no caminho, desistido dela e da promessa de passar aquela noite juntos. Mas não, ele estava ali, mais lindo e mais cheiroso do que ela lembrava, já estavam alguns dias sem se verem, e ela estava radiante e ansiosa pela sexta-feira desde a terça. Ele seria todo dela, mesmo que por algumas horas apenas. Ela seria aquela que ele buscava, mesmo que por algumas hora…